É um crescimento urbanístico ainda acentuado. Resultado de déficit habitacional na capital e de uma região metropolitana repleta de desconexões entre as administrações partícipes. A questão orçamentária, segundo apontam especialistas parece, neste alvorecer do governo da professora Nilda, é uma das maiores dificuldades a ser enfrentadas pelo novo governo. Vejamos.
Considere a aprovação pela Câmara Municipal da Lei Orçamentária Anual (LOA) que rege as contas do município para 2025. O projeto, fundamental para o funcionamento de todo o setor público. A votação foi referente ao PL nº 140/2024, que estima a receita e fixa a despesa do município de Parnamirim para o exercício de 2025. A LOA aprovada pelos vereadores da Casa prevê um orçamento da ordem de R$ 1.019.842.805,00. O documento também fixa as despesas em R$ 880 milhões em despesas correntes e mais de R$ 138 milhões em despesas de capital. A questão é que a gestão anterior excedeu nos compromissos burocráticos e deixou de lado prioridades que garantiam a melhor prestação de serviços ao cidadão. Para equacionar esse desafio, a Secretaria de Planejamento e Finanças acaba de conhecer o titular, o ex-deputado Kelpes Lima, este terá o desafio de apontar caminhos, conter desperdícios, revisar inúmeros contratos celebrados pela administração anterior, tornar o município apto para o recebimento de recursos federais e ainda tratar, com perspicácia politica, a bancada do RN no objetivo de salvaguardar recursos através de emendas impositivas para o ano que vem.
Por consequente, o orçamento deste ano contém ainda as diretrizes necessárias para a nova gestão. Conduz a gestão municipal a drenar recursos para pastas que precisam de mais atenção. A saúde no município, por exemplo, tem apresentado sérias dificuldades, do atendimento a marcação de consultas, da disponibilização de remédios a equipamentos sucateados e inoperantes. O governo Taveira não exerceu um olhar sensível para milhares de Parnamirinenses que não dispõem de plano de saúde; são pessoas que dependem exclusivamente do SUS e da assistência primária. E que atendidas nos postos de saúde dos bairros sem a devida atenção acabam comprometendo o tratamentos e identificação de doenças, muitas delas graves, como diabetes e doenças do coração.
Dai que a gestão financeira do município deve considerar a situação das famílias. Neste primeiro momento, ainda com as despesas do início do ano, muitas famílias precisam de equilíbrio financeiro sob pena de comprometer a alimentação. A boa notícia é o O Projeto de Lei Complementar nº 027,que institui um desconto de 20% no pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2025, como forma de beneficiar a população e estimular o pagamento em dia. O IPTU tem no imaginário da população um significado especial. É um dos primeiros tributos do ano. É dele que o cidadão espera que apareçam os recursos para a drenagem das ruas, a contenção de alagamentos, a conservação das lagoas de capitação. Numa cidade de topografia plana, antes de março, já as primeiras chuvas, rotineiras, trazem preocupação a população e muitas das vezes provocam um estrago enorme. Em anos recentes, a Defesa Civil atuou no munícipio na ajuda aos desalojados e desabrigados. Daí a urgência das secretarias responsáveis em prestar serviços de monitoramento e prevenção.
Por fim, entre esses desafios inicias a nova gestão terá que implantar todo uma filosofia de trabalho voltada para um atendimento pontual, humanizado, menos tecnicista. Não basta o cidadão ter acesso ao Parnamirim Digital, plataforma inovadora, moderna e até aqui eficiente. Mas muitas vezes, o cidadão quer receber a atenção devida, quer conhecer os servidores das secretarias, quer entrar sem qualquer tipo de constrangimentos nas repartições, quer o retorno dos pedidos e resultados dos encaminhamentos, sejam eles na saúde, educação, obras etc. Quer de fato acompanhar as obras em andamento através dos vereadores eleitos, quer conhecer mais de perto a gestão, quer a comunidade presente pelas ações de interação e integração social. Quer no Carnaval em Pirangi com segurança, quer as festas juninas nas ruas como tradição, quer a Guarda Municipal pertinho do colégio dos filhos, quer os vereadores nas ruas a fiscalizar as ações do Executivo e menos nas salas e gabinetes, quer a cidade bem iluminada no próximo Natal. Por fim quer uma Parnamirim cidadã, e se possível, mais parecida com os anos em que Agnelo Alves elevou a cidade à condição de município respeitado.
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