Parlamento reconduziu Shigeru Ishiba ao posto mesmo com a minoria absoluta no 1º turno
O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba (Partido Democrata Liberal, direita), foi reeleito em 2° turno na Câmara dos Representantes (câmara baixa). Na Na 1ª rodada, tanto o partido de Ishiba, quanto a oposição, não conseguiram a maioria de votos absolutos para ficar à frente do país, fazendo com que a Câmara tivesse que convocar outra votação —o que não era feito no país desde 1994.
Ishiba e seu colega de coalizão, Komeito (da centro-direita), foram eleitos com 221 votos contra 160 de Yoshihiko Noda (Partido Democrático Constitucional). Um total de 84 votos foram invalidados por causa de votos em candidatos que não chegaram no 2° turno. Em votação na Câmara dos Conselheiros (câmara alta), Ishiba foi eleito em 1° turno, detendo maioria.
O premiê, que tomou posse em outubro ao ser eleito líder do Partido Liberal Democrático, convocou eleições antecipadas na expectativa de concretizar o seu mandato. Ishiba foi eleito para substituir Fumio Kishida, ex-primeiro-ministro do Japão que decidiu não se candidatar novamente para assumir a responsabilidade pelo escândalo do PLD. Eleito para representar o PLD, Ishiba dissolveu a câmara baixa e convocou eleições gerais no país.
No entanto, o partido recebeu os piores resultados desde 2009 com a votação de 1° turno. A resposta negativa veio após uma insatisfação geral com aumento da inflação no país e um escândalo de financiamento político envolvendo parlamentares do PLD terem vindo à tona no Japão. O momento político criou espaço para que o CDP e o DPFP (Partido Democrático para o Povo) pudessem crescer em meio aos eleitores insatisfeitos com o partido de Ishiba.
Sihigeru Ishiba e seu aliado, Komeito, agora terão que governar com minoria na câmara baixa e buscar coordenar com a oposição em um parlamento sem maioria clara. À frente do governo, Ishiba fez poucas alterações em seu gabinete, mantendo os ministros das pastas de relações exteriores e finanças. Yoshimasa Hayashi, secretário-chefe da pasta, também continuará no governo.
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