Em seu discurso durante a sessão plenária, Cármen Lúcia anunciou que enviará um ofício à PF (Polícia Federal), ao MPF (Ministério Público Federal) e aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, solicitando prioridade nas investigações e julgamentos de atos que violem o Direito Eleitoral e a cidadania.
Ela enfatizou a necessidade de investigar casos de violência que têm se tornado recorrentes nas eleições municipais de 2024. “Impõe-se às pessoas honradas do país, que querem entender as propostas que os candidatos têm para a sua cidade, sejam elas obrigadas a assistir a cenas abjetas e criminosas, que rebaixam a política a cenas de pugilato, desrazão e notícias de crimes”, afirmou.
A ministra não citou nomes, mas a declaração ocorreu 1 dia após o assessor do candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), Nahuel Medina, agredir com um soco o marqueteiro da campanha de reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Duda Lima, durante o debate promovido pelo Grupo Flow na 2ª feira (23.set).
Assista ao momento da agressão (1min9s):
Este não foi o 1º debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo a ser interrompido por agressões.
Em 15 de setembro, o candidato José Luiz Datena (PSDB) atacou Marçal com uma cadeira durante o debate da TV Cultura, resultando na expulsão de Datena e no encaminhamento de Marçal ao Hospital Sírio-Libanês.
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