Alain Delon, lenda do cinema francês, morre aos 88 anos


Nas redes sociais, o presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou a morte de Delon:

“Alain Delon interpretou papéis lendários e fez o mundo sonhar. Emprestando seu rosto inesquecível para sacudir nossas vidas. Melancólico, popular, reservado, ele era mais do que uma estrela: era um monumento francês”, postou Macron no X (antigo Twitter).

O auge nos anos 60 e 70

Antes de se tornar uma estrela de cinema, Delon, nascido Alain Fabien Maurice Marcel Delon em 8 de novembro de 1935, em Sceaux, Hauts-de-Seine, França, começou sua vida profissional como aprendiz de açougueiro, trabalhando ao lado do pai.

Mais tarde, alistou-se como fuzileiro naval e, em 1953, foi enviado ao sudeste asiático. Após ser dispensado em 1955, Delon fez vários trabalhos temporários e tornou-se amigo de alguns atores de cinema, com os quais compareceu ao festival de cinema de Cannes em 1957.

Durante o festival, Delon chamou a atenção de um caçador de talentos do produtor americano David Selznick, que lhe ofereceu um contrato com a condição de aprender inglês. No entanto, após conhecer o diretor francês Yves Allégret, Delon decidiu seguir carreira na França.

Considerado um dos grandes galãs do cinema entre as décadas de 1960 e 1970, Delon estrelou mais de 80 produções cinematográficas, incluindo clássicos como “O Sol por Testemunha” (1959) e “Cidadão Klein” (1976).

Em fevereiro deste ano, a polícia apreendeu 72 armas de fogo e mais de 3 mil munições na casa do ator. Ele não tinha licença para possuir armas de fogo.

A decisão do suicídio assistido

A decisão de recorrer ao suicídio assistido foi um desdobramento de seu estado de saúde. Em 25 de março, o perfil oficial de Alain Delon no Instagram publicou o que muitos fãs interpretaram como uma mensagem de despedida.

“Gostaria de agradecer a todos que me acompanharam ao longo dos anos e me deram grande apoio. Espero que os futuros atores possam ver em mim um exemplo, não apenas no trabalho, mas na vida cotidiana, com suas vitórias e derrotas. Obrigado, Alain Delon.”

Pouco tempo depois, a conta foi apagada. Delon, que sofreu um AVC em 2019, mencionou várias vezes a possibilidade de recorrer ao suicídio assistido, especialmente após presenciar o sofrimento de sua esposa, Nathalie Delon. Ela também tinha a intenção de optar por essa prática, mas faleceu em 2021 devido a um câncer de pâncreas, antes de conseguir as autorizações necessárias.



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