O principal adversário na disputa, Edmundo González, e a líder da Oposição María Corina Machado alegaram falta de acesso de testemunhas às seções eleitorais
Reconduzido para um novo mandato de 6 anos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda) defendeu o sistema eleitoral do país. Em discurso depois do anúncio do resultado, disse que é de “altíssimo nível”.
“Sistema eleitoral de altíssimo nível de confiança, segurança e transparência. Foram feitas 16 auditorias feitas. Me diga em que país é feita uma auditoria sequer. Não quero citar países hoje. Deixo para reflexão de vocês: em que país é feita uma revisão do sistema eleitoral“, declarou Maduro. Completou, dizendo:
“Nós não nos metemos nos assuntos internos de nenhum país. Quem organiza as eleições nos EUA? Os governos não têm instituto eleitoral e quando houve a denúncia de Trump, nós não nos envolvemos, não falamos ‘façam isso, façam aquilo’“.
O principal adversário de Maduro na disputa, Edmundo González, e a líder da Oposição María Corina Machado alegaram falta de acesso de testemunhas às seções eleitorais e rejeição na entrega das atas de votação. Declaram que a participação foi “jamais vista nos últimos anos”.
Maduro obteve 51,2% dos votos — foram 5.150.092 votos –, segundo o órgão eleitoral. Edmundo González conquistou 44,2% — 4.445.978 votos.
Eis outros destaques do discurso de Maduro:
- Ataque hacker – “A Venezuela sofreu ataque hacker durante a noite, um ataque que já sabemos a procedência, não vou citar nomes, mas foi um ataque cibernético ao sistema de transmissão do CNE porque os demônios não queriam a finalização do nosso processo, da divulgação do resultado“;
- Milei – “Milei, você não me suporta nem por uma rodada. Criatura covarde, traidora da pátria, fascista. Estas pessoas já disseram ‘não ao capitalismo selvagem‘”.
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