Há 42 anos, no dia 5 de julho de 1982, a Seleção Brasileira comandada pelo técnico Telê Santana, que encantava a todos, foi derrotada de forma inesperada por 3 a 2 para uma Itália desacreditada, que não empolgava até aquele momento na competição, no estádio Sarriá, em Barcelona. Um time cheio de craques como Zico, Sócrates, Toninho Cerezo e Paulo Roberto Falcão – para falar só de alguns – era eliminado precocemente, gerando grande comoção no Brasil e no resto do mundo.
Dali em diante, a Itália de Paolo Rossi – o autor dos três gols contra o Brasil – ganhou a confiança que precisava e foi a campeã do mundo, batendo a Alemanha Ocidental na decisão. Aos brasileiros restou chorarem a derrota e o sonho do tetracampeonato mundial, que não vinha há 12 anos na época, só aconteceu 12 anos depois com a conquista na Copa realizada nos Estados Unidos por um time que, para muitos críticos, jogava exatamente o contrário da equipe de Telê Santana.
Depois do tetra, a Seleção Brasileira foi protagonista nas Copas seguintes com o vice em 1998, na França, e a conquista do penta em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Novos craques surgiram como Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, mas o jejum atual, de 22 anos, já igualará o mesmo enfrentado até a quarta taça mundial.
Para evitar um tempo maior na fila, o Brasil ainda busca a sua identidade sob comando do técnico Dorival Júnior. No sábado, a chance de a equipe brilhar: o confronto eliminatório das quartas de final da Copa América diante do Uruguai.
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