Na demonstração de força contra a Escócia (vitória por 5 a 1), no jogo de abertura da Eurocopa, Nagelsmann pôde administrar os minutos em campo de seus jogadores. Deixou o volante Robert Andrich no banco no segundo tempo, depois de ter recebido cartão amarelo.
Aos 15 minutos da segunda etapa, decidiu tirar Florian Wirtz, o autor do primeiro gol, para dar lugar a Leroy Sané, ainda fora de ritmo depois de uma pubalgia que o impediu de ter uma sequência desde março.
Na reta final da partida, deu descanso ao ídolo Toni Kroos e colocou em campo Emre Can, convocado para a Euro depois do corte de Aleksandar Pavlovic, a dois dias da estreia.
“É bastante incomum que os 11 que jogam o primeiro jogo sejam os mesmos em todo o torneio. Mostrei que não preciso de muito tempo quando entro em um jogo”, disse o atacante Niclas Füllkrug.
O jogador foi titular do Borussia Dortmund durante toda a temporada, mas na seleção é reserva de Kai Havertz, o que não o impediu de marcar um golaço, o quarto da goleada sobre a Escócia, cinco minutos depois de entrar em campo.
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— German Football (@DFB_Team_EN) June 18, 2024
Dificuldades nos últimos anos
“Precisamos de todos os jogadores”, explicou o goleiro Manuel Neuer em entrevista coletiva na segunda-feira. Can confirmou que existe “uma energia muito boa na equipe”, acrescentando que todo mundo está com “fome”.
“Quando estamos no banco, sempre temos vontade de jogar”, continuou.
A qualidade das opções no banco de reservas será decisiva para o jogo contra a Hungria, que chegou ao torneio com altas expectativas, mas tomou um banho de água fria na derrota para a Suíça por 3 a 1 na estreia.
A Alemanha vai enfrentar os húngaros com a lição aprendida. Há três anos, em jogo da Euro-2021, empatou em 2 a 2 depois de ficar duas vezes atrás no placar, e na Liga das Nações 2022/23 empatou fora (1 a 1) e perdeu em casa (1 a 0).
“É uma equipe muito experiente, que joga muito bem e tem determinação. Treinei alguns de seus jogadores, sei do que eles são capazes”, ressaltou Nagelsmann.
O time alemão quer continuar alimentando a euforia que começa a tomar conta do país (22,5 milhões de telespectadores no jogo contra a Escócia), onde alguns torcedores já exibem bandeiras nacionais nos carros.
“Não quero pisar no freio, é o que toda a Alemanha esperava há muito tempo”, avisou Kroos, líder do novo conto de fadas do futebol alemão.
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