Maioria do PL de Bolsonaro votou a favor de taxar comprinhas


Posição dos deputados, incluindo Eduardo Bolsonaro, vai contra a campanha do ex-presidente que pedia veto de Lula à taxação

A taxação de 20% das “comprinhas” de até US$ 50 foi aprovada na Câmara na 3ª feira (11.jun.2024) com votos em peso do PL (Partido Liberal). Mesmo com a posição pública do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a isenção federal às importações, 73 dos 95 deputados do partido, incluindo o seu filho Eduardo Bolsonaro (PL), decidiram favoravelmente à proposição. O texto é de autoria do Executivo.

Foram 380 votos pela aprovação do PL do Mover (Programa Mobilidade Verde e Inovação), em que o dispositivo está inserido como um jabuti (trecho sem relação ao texto original). Desse total, cerca de 20% são do PL. O projeto vai agora à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em campanha nas redes sociais, realizada em maio, Bolsonaro pediu pelo veto de Lula à taxa de importação.

O PL foi a legenda com maior número de votos ao projeto, com parecer favorável de 78% da bancada. Foi um percentual maior do que o de partidos governistas. O PSD, por exemplo, com 3 ministérios (Agricultura, com Carlos Fávaro; Minas e Energia, com Alexandre Silveira; e Pesca, com André de Paula), apresentou 70% de votos a favor.

Já no União Brasil, dos chefes dos ministérios das Comunicações (Juscelino Filho) e do Turismo (Celso Sabino), 72% dos congressistas votaram pelo projeto. A taxa do PDT, que tem os ministérios da Previdência Social (Carlos Lupi) e da Integração (Waldez Góes), foi ainda menor, de 61%.

Saiba como votou cada partido no PL do Mover:

Saiba como votou cada deputado no PL do Mover:

OS BOLSONARO E A TAXA DAS COMPRINHAS

Na Casa Alta, onde o projeto foi aprovado em 5 de junho com 67 votos favoráveis, seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi contrário à permanência do dispositivo no PL Mover.

Flávio propôs uma emenda para reduzir os impostos da indústria nacional e diminuir o valor dos produtos do país, em vez de aumentar o dos importados. Sua sugestão foi recusada. Voto vencido, ele foi favorável à aprovação do projeto de lei do Mover no Senado.

A posição da maioria do partido de Jair Bolsonaro vai de encontro à campanha lançada por ele no seu perfil do WhatsApp em 31 de maio. O ex-presidente sugeriu que Lula vetasse a taxação das compras em lojas on-line estrangeiras. À época, o texto já havia sido aprovado pela 1ª vez pela Câmara, Casa em que foi iniciado.

O movimento foi acompanhado pelo seu 3º filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Ele compartilhou o mesmo texto (mostrado acima) em seu perfil no X.

O Poder360 procurou o ex-presidente Jair Bolsonaro para comentar sua opinião a respeito dos votos do partido. Este jornal digital não obteve uma resposta até a publicação deste texto.

IDAS E VINDAS

Na campanha, chamada de “veta, Lula”, Bolsonaro pediu a ajuda de seus apoiadores para esclarecer sua posição em relação à taxa. O ex-chefe do Executivo disse que petistas estavam atribuindo a ele a responsabilidade pela tributação de 20%.

O posicionamento aos seus apoiadores, porém, é contrário à própria orientação de Bolsonaro ao seu partido. O Poder360 apurou que o político enviou uma mensagem ao PL dizendo concordar com alguma taxação federal sobre essas compras.

A orientação à legenda, por sua vez, também vai contra ao posicionamento anterior dele. Em 2022, o então presidente disse que não assinaria nenhuma MP (medida provisória) para taxas as compras on-line estrangeiras.

“Para possíveis irregularidades nesse serviço, ou outros, a saída deve ser a fiscalização, não o aumento de impostos”, declarou em seu perfil no X.





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